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    Algumas razões para se apaixonar pelo pequeno Lulu da Pomerânia (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).O Lulu da Pomerânia, ou Spitz Alemão Anão, encantou rainhas (Foto: Andrew H. Walker/Getty Images)

    Apesar de ser uma raça de origem antiga, nos últimos anos, a população de cães da raça Spitz Alemão Anão, mais conhecidos como Lulu da Pomerânia,  vem crescendo muito no Brasil. Este cãozinho originário da Alemanha, que hoje pesa em média dois quilos, já foi bem maior. Descrito como cão de guarda e companhia, possui entre seus antepassados os resistentes puxadores de trenó, que chegavam a pesar até 12 quilos.

    Contam os historiadores que a rainha Charlotte, mulher do Rei George III da Inglaterra, importou um casal de cães dessa raça em 1767. Ela gostou tanto que mandou pintar vários quadros. Essas pinturas podem ser vistas em vários locais em Londres. Naquela época, os cães eram bem maiores do que os que temos hoje.

    Anos depois, a rainha Victoria trouxe maior notoriedade à raça. Em 1888, quando viajava pela Itália, adquiriu vários cães, que já eram menores e pesavam cerca de seis kg, desenvolvendo grande afinidade com a raça e despertando o interesse de nobres e populares.

    O Lulu da Pomerânia é um cachorro autoconfiante, alerta, ativo, corajoso, curioso, atencioso, inteligente e de fácil adestramento. Alguns latem muito, mas não podemos dizer que é uma característica da raça. Adora a companhia da família e está sempre bem humorado. Não tem dificuldade em se adaptar a famílias de todos os tipos, sendo recomendada para idosos, adultos e crianças. Muito amigo e devotado ao dono, mas um pouco desconfiado com estranhos. Por isso, é considerado um bom guardador.

    Apesar de seu pequeno tamanho, a raça precisa de atividade e exercícios como passeios ou brincadeiras dentro de casa. Devido à pelagem densa e em várias camadas, tem excelente tolerância ao frio e necessita de escovação frequente – no mínimo duas vezes por semana. Os banhos podem ser mais espaçados, com intervalos de dez dias.

    Problemas articulares como luxação de patela (joelho) ou do ombro, alterações nos olhos, ou problemas na traqueia costumam ser mais comuns nesta raça, merecendo atenção especial. Um cão desta raça pode alcançar facilmente 12 a 16 anos de vida com direito a muitas alegrias e um amor incondicional.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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