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    Arritmia cardíaca em cães: um risco crescente (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).Cachorro com estetoscópio (Foto: thinkstockphotos)

    A arritmia pode atingir animais de ambos os sexos e de qualquer raça. É importante fazer avaliação anual do coração!


    A arritmia cardíaca é um problema que assombra muitas pessoas e, infelizmente, também preocupa os donos de cães. Nos pets, uma grande parte dos casos de morte súbita pode ser atribuída a alguma arritmia. A arritmia é uma alteração da atividade elétrica do coração. Fraqueza, cansaço, desmaio, perda de consciência, dificuldade respiratória, falta de apetite, são alguns dos sintomas. Ocorrem devido à instabilidade de batimentos cardíacos – mais lentos ou rápidos demais. As causas podem ser alterações cardíacas congênitas, estresse, predisposição genética, infecções como a dirofilariose, trauma na cavidade torácica, ingestão de toxinas, predisposição da raça, ou secundário a doenças sistêmicas.

    O diagnóstico é feito através do exame de Eletrocardiograma (ECG). Alguns casos onde a arritmia se apresenta esporadicamente, é possível analisar o traçado eletrocardiográfico do animal por até 48 horas, através do exame chamado holter. Nele, um equipamento registra continuamente o ritmo e as ondas cardíacas durante um longo período.

    Exames de sangue, como hemograma, perfil bioquímico e eletrólitos, são importantes para avaliação da doença primária ou doenças adjacentes, além do controle do tratamento e possíveis ajustes na terapia.

    O ecodopplercardiograma vai avaliar a função do coração, auxiliando o acompanhamento e ajustes necessários da terapia. O tratamento vai depender da causa da arritmia. O objetivo normalizar os batimentos do coração.

    A arritmia pode acometer cães de ambos os sexos e de qualquer raça. Porém, os Terra Nova, Doberman, Dachshunds, Affgan, Cocker Spaniel, São Bernardo, Pugs, West Highland White Terrier e Schnauzers possuem maior risco de apresentar arritmia cardíaca. Por isso, é importante incluir a avaliação do coração nos check-ups anuais, mesmo quando não há sintomas específicos. Deve ser feita a partir dos 5 anos nessas raças mais suscetíveis ou antes, se o bichinho apresentar sintomas ou tiver histórico familiar. Como na maioria dos casos não existe cura para o problema, uma boa dieta, exercícios regulares e check-ups regulares no veterinário aumentam as chances do cão permanecer saudável.

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