(11) .
    • 24 FEV 14
    • 0
    Cuidado com o sol. Isso vale para o seu pet também! (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).Cãozinho no sol (Foto: SXC)

    Todo verão nos preocupamos muito com o câncer de pele. Diversas campanhas nos orientam como prevenir e combater este mal que corresponde a 25% dos tumores malignos registrados no país, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer. Na praia, no parque, no campo usamos protetor solar, chapéu, e sempre que possível buscamos a sombra. Mas e seu pet? Ele corre algum risco?

    Infelizmente sim. Cães e gatos também são vitimados pelo tão temido câncer de pele e não devem ficar de fora no quesito proteção para garantirmos saúde e longevidade. Os animais de pelagem branca são mais propícios a desenvolverem este tipo de doença. Os gatos brancos e os cães das raças Bull Terrier, Boxer, Pit Bull e Dogo Argentino são alguns exemplos com maior tendência ao desenvolvimento de câncer de pele. Isso não significa que as outras raças e cores não precisam de proteção. O protetor solar animal deve ser usado nas regiões mais expostas aos raios solares sempre. Os raios ultravioletas da radiação solar são altamente danosos ao DNA da camada mais superficial da pele de animais muito claros. É recomendável o uso diário de um produto com fator de proteção (FPS) 30 nas regiões como pálpebras, têmporas (“testa”), borda da orelha, nariz, abdômen, axilas. E evitar o sol nos períodos de maior intensidade do dia entre 10h e 16h.

    Alterações simples, como pele vermelha, descamação, aparecimento de nódulos avermelhados que podem ou não sangrar, úlceras (feridas) que crescem e sangram com facilidade, espessamento da pele e lesões em áreas não pigmentadas são sintomas da doença.

    Existem três tipos de tumor: o carcinoma, o hemangioma e o melanoma. O carcinoma, um tumor epitelial maligno, é o mais comum tanto em cães quanto em gatos. O melanoma, decorrente do melanócito responsável pela pigmentação da pele, também é maligno. Já o hemangioma, originário dos vasos sanguíneos, é benigno.

    O tratamento é sempre cirúrgico com o objetivo de eliminar o tecido acometido. Como as regiões onde estes tumores aparecem são muito delicadas e a margem cirúrgica muito pequena, uma excelente opção – menos invasiva e com excelentes resultados – é a criocirurgia, procedimento feito com nitrogênio líquido onde o tumor é congelado. Em muitos casos, a quimioterapia é necessária para complementar o tratamento, aumentando assim a sobrevida dos animais.

    Por isso, lembre-se: proteção e prevenção devem fazer parte da família toda, e isso inclui o seu pet.

    Aproveite o verão, mas não se esqueça: a proteção vale para o ano todo.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

    Deixe um comentário →