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    • 14 MAI 10
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    Nascer, crescer e se reproduzir é um ciclo levado muito a sério no reino animal. Por isso, mesmo quando não há o acasalamento, algumas fêmeas seguem seu instinto materno. Há cadelas e gatas que desenvolvem até os efeitos físicos e comportamentais de um animal prenhe. Esse quadro clínico, que acontece geralmente depois do cio, é conhecido como pseudociese canina ou pseudogestação – e popularmente chamado de gravidez psicológica.

    A gravidez de mentirinha pode durar até 60 dias. “É uma doença causada por um distúrbio hormonal, em que a fêmea apresenta algumas características psicológicas e físicas da gravidez sem de fato estar prenhe. O animal pode apresentar inchaço das mamas, produção de leite e comportamento anormal, como procurar um local para fazer um ‘ninho’ ou adotar brinquedos e objetos como se fossem seus filhotes”, explica o veterinário Mário Marcondes dos Santos, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira.

    Paula Loureiro da Cruz, de 33 anos, conta como reconheceu essa gravidez imaginária em sua cachorra Nikimba, da raça shih-tzu. “Ela ficou mais quieta, andava devagar e os peitinhos aumentaram. Eu fiquei preocupada porque saía leite e não queria que ela sentisse dor. Levamos ao veterinário, que nos disse que se tratava da gravidez psicológica. Ele nos orientou a ter cuidados para não estimular ainda mais esse processo”, explica a proprietária.

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