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    Hospital Veterinário Sena Madureira é destaque em matéria da Veja SP que abordou tratamentos tecnológicos – confira trecho da matéria.

    Hospital conta com novas máquinas de ponta para atender bichos de estimação


    No fim de julho, um vira-lata, um husky siberiano e um golden retriever enfrentavam problemas sérios de saúde. Respiravam com dificuldade e sofriam desmaios constantes. Tinham uma expectativa de vida de, no máximo, mais alguns meses. O trio hoje vive muito melhor, depois de passar por uma delicada cirurgia cardíaca. Até então, o procedimento havia sido realizado pouquíssimas vezes no país. Graças à operação (cada uma durou cerca de uma hora e meia), eles foram curados de problemas graves como uma obstrução da saída de sangue do coração em direção ao pulmão, o que deixava o músculo sobrecarregado.

    Tanto desenvolvimento, obviamente, tem seu preço. Uma cirurgia como essa que ocorreu não sairia por menos de 5 000 reais. “Nosso cliente não se importa em pagar mais para ter melhores resultados”, afirma Mário Marcondes, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira, na Vila Mariana, que investiu recentemente na criação de uma sala com uma tela de imagens em 3D em que é possível fazer uma viagem virtual pelo corpo de um cachorro ou de um gato. A ideia é que o dono entenda melhor as doenças e os procedimentos médicos realizados. Há pouco também foram instalados ali um laboratório de última geração cujos resultados saem em apenas quatro minutos e uma UTI com monitoramento sofisticado.

    A feira Pet South América, que ocorre entre terça (29) e quinta (31) no Expo Center Norte, reúne diversos lançamentos. Entre eles, aparecem um aparelho de raio X portátil do tamanho de uma fita cassete que transmite as imagens a um tablet e uma versão avançada de uma pequena esteira eletrônica para que os totós obesos façam fisioterapia ou exercícios.

    Enquanto isso, no hospital público…

    Aberto em 2012, o hospital público veterinário da Zona Leste sofre com a estrutura diminuta para uma alta demanda. Falta, por exemplo, um aparelho para cirurgias de catarata. “Quando percebi o problema no olho da minha lhasa apso, fui a uma consulta e, como não havia a máquina, me receitaram um colírio”, conta o motorista James Barom. Falta também um tomógrafo. Quando necessário, os pets vão a uma clínica particular e o hospital arca com os custos. “Temos um orçamento de 600 000 reais por mês, e uma máquina dessas consumiria cerca de 70% da nossa verba”, afirma José Fernando Ibañez, presidente da Anclivepa-SP, entidade responsável pela clínica. De qualquer modo, o hospital receberá algumas melhorias. Em dois meses, terá uma área de acupuntura e homeopatia.

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