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    • 08 JUN 15
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    Hospital Veterinário Sena Madureira é citado como referência na evolução tecnológica da medicina veterinária desde a sua fundação (década de 70) até os tempos atuais na matéria de Capa da Veja Nacional – Confira!

    Eles vivem muito mais! Os extraordinários progressos da medicina veterinária ocorridos nas últimas três décadas deram aos animais de estimação mais tempo de vida - e em melhores condições!


    Um cachorro que nascer hoje viverá, em média, a depender da raça, dezoito anos. Há três décadas, um cãozinho teria metade desse tempo de vida – e, muito provavelmente, com sobressaltos de saúde. O aumento da longevidade dos bichos, de nove anos, é quase tão extraordinário quanto o dos seres humanos no mesmo período, que foi de quatro anos a mais. Não se deve comparar o ciclo de existência de uns e outros, mas pôr as duas medidas na balança tem valor didático, é um atalho para entender como os animais vão bem agora.

    A sobrevida é possível graças a recentíssimos avanços na medicina veterinária. Tome-se, por exemplo, o campo da prevenção de doenças. Nos anos 70, havia uma única vacina e para uma única doença – a raiva, afecção causada por um vírus que se instala no sistema nervoso central dos bichos. As cinco vacinas disponíveis atualmente cobrem quinze males letais. Hoje, os aparelhos de diagnóstico existentes nas clínicas e nos hospitais veterinários de primeira linha assemelham-se aos utilizados nos melhores centros de medicina para humanos. A rigor, a eficácia é igual nos dois universos. A diferença reside nos detalhes, especialmente na adaptação dos aparelhos.

    Os tomógrafos, sofisticados equipamentos de exame que mapeia o organismo por meio de uma sucessão de feixes de raio X, foram programados para vasculhar direções diversas no caso dos cães. Isso porque os órgãos dos cachorros são menores e, algumas vezes, com formatos diferentes. É o que ocorre com o tórax. Nos cães, a estrutura é afilada. Nos humanos, alargada. Outras mudanças: as agulhas dos testes de sangue dos cachorros são mais finas – os vasos caninos têm a metade do calibre dos vasos humanos.

    O aprimoramento dos tratamentos oferecidos aos animais domésticos tem reflexo na formação dos médicos. Desde os anos 2000, a veterinária ganhou especialistas – exatamente como acontecera, poucas décadas antes, na medicina dos humanos. O corpo clínico dos hospitais veterinários conta com cardiologistas, oncologistas, endocrinologistas e intensivistas.

    No entanto, de nada serviriam os incrementos na medicina veterinária sem o carinho e a atenção humanos. Um estudo conduzido pelo Instituto do Coração, em São Paulo, em parceria com o Hospital Veterinário Sena Madureira, comprovou a importância dessa proximidade para a saúde dos animais. Ao longo de seis meses, os pesquisadores avaliaram o comportamento de 46 cães com problemas cardíacos. Ao mesmo tempo, submeteram os donos dos animais a questionários sobre o quadro clínico dos bichos. Conclusão: a acurácia das respostas foi a mesma dos exames laboratoriais. Os donos conheciam seus animais e reagiam aos sintomas da doença à perfeição. Diz o veterinário Mario Marcondes, diretor do Sena Madureira: “A relação de proximidade é uma ferramenta de diagnóstico tão poderosa quanto os melhores recursos médicos”.

    Bichos Tratados como Gente – Os avanços na medicina veterinária que permitiram, em três décadas, um acréscimo de nove anos à longevidade dos cães.

    Exemplo de evolução tecnológica do Hospital Veterinário Sena Madureira desde a sua fundação em 1969 até os tempos atuais.

    Raio X – O aparelho permitiu detectar fraturas ósseas, inflamações e infecções pulmonares. O exame também passou a auxiliar na localização de objetos acidentalmente engolidos evitando problemas intestinais.

    Imunização – A criação de vacinas contra doenças virais comuns no animal, como hepatite e parvovirose, reduziu os casos dramáticos de diarreia severa.

    Ultrassom – O método de diagnóstico facilitou a identificação de cânceres em fases extremamente iniciais (com 1,5 milímetros de diâmetro) nos rins, fígado e intestinos.

    Exames de sangue – Doenças como diabetes e colesterol e triglicérides elevados, comuns, sobretudo, em animais domésticos com estilo de vida sedentário, começaram a ser monitoradas em testes sanguíneos.

    Tomógrafo – O equipamento de imagem passou a identificar derrames e tumores em órgãos de díficil acesso, como os pulmões e a cabeça.

    Ecocardiógrafo – O aparelho diagnostica doenças do músculo e das válvulas do coração, problemas frequentes principalmente em animais com idade avançada.

    Equipamentos laboratoriais automatizados – Instrumentos sofisticados encurtaram o tempo do resultado dos exames de sangue – de duas horas para quatro minutos. A redução permite que o cão seja avaliado pelo médico já com o diagnóstico da doença em mãos.

    Marca-passo – O dispositivo, que regula o ritmo cardíaco, é utilizado no caso de arritmia. A doença tem origem congênita, mas também está associada ao envelhecimento.

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