(11) .
    • 20 MAI 14
    • 0
    Já ouviu falar em otohematoma? (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).Cães da raça Basset hound costumam ter mais predisposição a otohematomas (Foto: Thinkstock)

    O seu cãozinho não é um lutador de MMA, mas pode ficar com as orelhas semelhantes às dos praticantes deste esporte. Conhecido como otohematoma, este acumulo de sangue ou líquido inflamatório entre a pele e a cartilagem da orelha geralmente é um problema secundário a traumas constantes.

    Animais com incômodo nos ouvidos tentam aliviá-lo coçando as orelhas ou balançando a cabeça, chacoalhando as orelhas que batem de um lado para o outro. O mesmo pode ocorrer na intenção de espantar insetos, como moscas, ou simplesmente ao correr. Orelhas de tamanho avantajado batem na face, no pescoço e na cabeça durante a corrida. Animais com orelhas compridas costumam sofrer mais com este tipo de problema.

    Ao bater ou coçar as orelhas, os vasos internos podem se romper e derramar sangue entre a pele e a cartilagem. Como não há muito espaço, o sangue vai acumulando e descolando a pele da cartilagem, causando o aumento de volume. O animal fica com a orelha inchada, quente e, em alguns casos, dolorida. Por meio de uma punção com agulha e seringa, o veterinário retira todo o líquido acumulado. Com a ajuda de curativos, evita que o líquido se acumule novamente.

    A causa de base, que pode ser uma otite ou questões de manejo, deve ser tratada. Caso contrario a recidiva do quadro será certa. Quando o tratamento clínico não resolve, indica-se o tratamento cirúrgico. Porém, mesmo com todos estes cuidados a recidiva é muito comum e o sucesso no tratamento nem sempre é alcançado, podendo deixar a orelha com alterações devido à cicatrização e à fibrose.

    As raças mais predispostas a otohematomas são: Cocker, Basset hound e Beagle. Porém qualquer raça pode ser acometida.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

    Deixe um comentário →