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    • 02 MAR 10
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    Leptospirose – Muito cuidado: doença pode atingir seu cachorro e seus familiares também (Mais Pet – Globo.com)

    Muito comentada nesta época de chuva, a leptospirose é uma doença muito perigosa que pode atingir seu cachorro e até mesmo os seus familiares. Um alerta: se seu animal adquiriu a doença, você pode ser contagiado através da sua urina e secreções. Por isso, fique atento as informações dadas pelo veterinário Mário Marcondes, do Hospital Veterinário Sena Madureira:

    Site Ana Maria Braga – A população de ratos tem aumentado consideravelmente em residências de área urbana. Esse fato tem influência direta no aumento da incidência de leptospirose? Além da urina do rato, ela pode ser transmitida por algum outro meio?
    Mário Marcondes – Sim, principalmente nas épocas de chuva. A transmissão se dá através do contato com a urina de ratos ou através da urina, sangue ou secreções de outro animal contaminado.

    Site Ana Maria Braga – Há mais de um tipo de leptospirose? Quais os tipos que afetam os animais?
    Mário Marcondes – Existem vários tipos de sorotipos de leptospira (bactéria): L. icterohaemorrhagiae, L. canicola, L. interrogans, L. grippotyphosa, L. pomona, L. bratislava, entre outras. Porém a manifestação da doença é semelhante na maioria dos sorotipos.

    Site Ana Maria Braga – De que forma os animais domésticos podem ser acometidos por essa doença?
    Mário Marcondes – O contágio se dá através do contato com a urina de ratos ou através da urina, sangue ou secreções de outro animal contaminado (não necessariamente doente). Animais com imunidade debilitada e filhotes são mais sensíveis e apresentam maior risco de vida. A gravidade da doença depende da bactéria presente no corpo do animal e do bom funcionamento do sistema imunológico.

    Site Ana Maria Braga – Uma vez contaminados, quais são os sintomas de cães e gatos com leptospirose?
    Mário Marcondes – Os gatos não adoecem de leptospirose. Existe uma resistência natural a doença. Os cães geralmente apresentam febre, falta de apetite, vômitos, desidratação, apatia, cansaço, alterações renais, hepáticas, distúrbios de coagulação. É comum observar, em casos graves, tom amarelado na pele e mucosas do animal, urina de coloração escura (cor de refrigerante de cola), diarréia e vômitos com sangue. Em alguns casos de infecção leve, os sintomas podem demorar a aparecer ou se manifestarem de forma leve. Nestes casos, o risco de transmissão da doença para outros animais ou para os humanos aumenta, pois o animal, mesmo sem manifestar sintomas específicos, elimina a bactéria leptospira na urina e secreções.

    Site Ana Maria Braga – A doença também pode ser transmitida por alimento contaminado? Por exemplo, se passou rato pela ração do animal…
    Mário Marcondes – Sim, por este motivo contra-indicamos deixar alimento à disposição do animal, comprar ração a granel, manter saco de ração aberto sem proteção, pois os ratos geralmente urinam e defecam logo após comer. Para prevenir, mantenha o alimento em local seco, fechado e se, ao oferecer alimento, o animal não comer, retirá-lo.

    Site Ana Maria Braga – Se for do instinto do cão ou se ele tem o costume de caçar ratos, pode ser um agravante para a contaminação da doença? Como educar o cão para que isso seja evitado?
    Mário Marcondes – Sim, existem métodos de adestramento para educá-lo para evitar este tipo de reação do cão. Mas o mais importante é prevenir para que o local esteja livre de roedores

    Site Ana Maria Braga – Como deve ser feito o tratamento de um pet com leptospirose? Qual a gravidade da doença? Ela pode ser fatal?
    Mário Marcondes – O tratamento é feito com antibióticos, fluidoterapia, anti-eméticos, protetores de mucosa entre outras medicações de suporte (medicações indicadas para controlar os sintomas). A doença é bastante grave e pode ser fatal.

    Site Ana Maria Braga – Quais os órgãos do animal que a bactéria responsável pela leptospirose atinge? Qual o “estrago” ela pode fazer ali?
    Mário Marcondes – Pode acometer principalmente: os rins, levando a morte de néfrons com conseqüente insuficiência renal aguda; o fígado, podendo levar a insuficiência hepática.

    Quais medidas preventivas devem ser tomadas para impedir que os animais domésticos contraiam leptospirose? A vacinação é eficaz no combate a quais tipos da doença?
    Mário Marcondes – A vacinação é um método de prevenção importantíssimo. A maioria das vacinas protege contra os principais sorotipos: interrogans (canicola combinada com icterohaemorrhagiae). Existe no mercado uma vacina que também protege contra grippotyphosa e pomona. A freqüência da vacinação deve ser semestral.

    Site Ana Maria Braga – Há venenos para ratos que podem ser utilizados sem prejudicar os animais domésticos?
    Mário Marcondes – Não, os animais não podem entrar em contato com venenos para ratos, pois também serão envenenados. Deve-se contratar uma empresa especializada em desratização e informar a presença de um animal de estimação na casa para a escolha de uma metodologia segura.

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