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    Lista de viagem para o exterior inclui teste, vacina e microchip. (Folha de São Paulo)

    Europa exige papelada e certificação do bicho turista; veja como preparar seu pet para viajar


    Ambientar o animal de estimação na caixinha de viagem é boa dica para tentar garantir tranquilidade no trajeto

    RAFAEL MOSNA
    DE SÃO PAULO

    “Dependendo do destino e dos planos de viajar com seu pet, é recomendável começar a programar a viagem seis meses antes”, diz Enrico Seyssel Ortolani, fiscal federal agropecuário do aeroporto de Viracopos, nos arredores de Campinas (SP).

    Países da União Europeia, por exemplo, exigem que o animal tenha um microchip e que seja realizado um teste de anticorpos contra raiva no máximo 90 dias antes do desembarque. Para o Japão, a espera deve ser de seis meses após o teste de anticorpos.

    “Além disso, todo animal que vai fazer uma viagem internacional precisa estar acompanhado do certificado zoossanitário internacional, emitido pela Vigiagro [Vigilância Agropecuária do Ministério da Agricultura]“, alerta. A emissão é gratuita.

    Para obter o certificado, é preciso comparecer a uma das unidades da Vigiagro (em Cumbica, tel. 0/xx/11/ 2445-2800) com atestado veterinário comprovando que o animal está em boas condições de saúde e o comprovante de vacinação antirrábica, com vacina aplicada há pelo menos um mês e há, no máximo, um ano.

    MAIS PROVIDÊNCIAS

    A parte burocrática não termina por aí. Para voltar ao Brasil, a história se repete: será necessário um certificado emitido pelo Ministério da Agricultura do país de onde o animal estiver saindo. Por isso, é extremamente importante saber quais são os trâmites em cada destino afora.

    Já nos preparativos para a viagem, comece escolhendo a caixa de transporte correta a seu animal de estimação. “O ideal é que ele consiga virar em seu próprio eixo e, por isso, deve ter um tamanho adequado”, explica Mário Marcondes dos Santos, diretor clínico do Hospital Veterinário Sena Madureira.

    Se o animal é marinheiro de primeira viagem, a recomendação é ambientá-lo na caixa antes da longa viagem. “Andar com ele na caixa dentro do carro é uma boa forma de condicioná-lo ao ambiente que irá encontrar no avião”, indica Santos. Dopar o animal é uma opção a ser considerada? “Acho perigoso esse tipo de medicação, pois não haverá uma monitoração do animal por muito tempo”, alerta.

    Para acalmá-lo, Santos recomenda calmantes naturais, à base de camomila. “Pode ser dado antes da viagem. É uma pasta com dosador de acordo com o peso, de sabor gostoso, por isso o animal ingere sem dificuldade.”

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