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    • 02 SET 14
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    Não deixe de vacinar seu pet contra a raiva (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).Animais que vivem na parte externa são mais suscetíves a pegar raiva (Foto: Getty Images)

    A raiva é uma doença grave que atinge o sistema nervoso não somente de cães e gatos, mas de vários animais como bovinos, equinos, suínos, macacos, morcegos, animais silvestres e o homem. A transmissão ocorre pela mordida ou pelo contato da saliva de animais infectados com a mucosa ou pele lesionada de pessoas ou outros animais sadios.

    Infelizmente, os animais de estimação são as principais fontes de transmissão da raiva para os seres humanos devido a convivência e  proximidade. Anualmente, 50 mil pessoas e milhões de animais morrem no mundo todo vítimas da raiva. E por se tratar de uma doença que a partir da manifestação dos primeiros sintomas não tem cura, o único remédio é a prevenção.

    Vacinar cães e gatos anualmente com uma dose da vacina antirrábica confere proteção para o animal, a família e seus vizinhos. Os cães e gatos criados soltos com livre acesso a rua tem maior chance de se contaminar por ficarem mais expostos ao risco.

    Inicialmente é difícil identificar um animal doente e esta é a fase que coloca as pessoas e os outros animais em maior risco. Com o passar dos dias o animal começa a ficar irritado, agressivo, não reconhece mais os donos. Passa a apresentar maior sensibilidade ao toque, a luz e ao som, preferindo se esconder em locais vazios e escuros. Falta de coordenação, salivação intensa, falta de apetite, paralisia muscular, convulsões e morte súbita também podem ser sintomas da doença.

    O período de incubação do vírus pode variar de 2 a 8 semanas, por isso as autoridades de saúde recomendam que em caso de agressão por parte de um cão, gato ou animal selvagem, mantenha-se o animal em observação por no mínimo duas semanas e em caso de suspeita o tratamento deve ser iniciado antes deste período.

    Em viagens internacionais, além da carteira de vacinação comprovando a dose anual da vacina, as autoridades exigem um exame de titulação dos anticorpos contra a raiva comprovando a boa resposta imunológica do animal, para evitar o trânsito de um animal que não esteja adequadamente imunizado.

    Faça a sua parte e ajude a salvar vidas. Vacinar seu pet anualmente contra a raiva é uma prova de amor a ele, sua família e a todos que convivem ao seu redor.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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