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    Catarata em pets: é possível evitar? (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).Poodle é uma das raças nas quais a catarata é mais frequente (Foto: Koichi Kamoshida/Getty Images)

    Cães e gatos podem padecer de doenças oftálmicas, como a catarata. Por provocar a opacidade da lente, conhecida como cristalino, a doença dificulta a passagem de luz até a retina. Em casos mais avançados, pode causar a perda parcial ou total da visão. Das doenças que causam cegueira em animais, a catarata é a mais frequente. Os gatos levam vantagem, uma vez que a doença é rara em felinos. Porém, nos cães, é uma das doenças mais frequentes, principalmente nas raças Poodle, Cocker (Americano e Inglês), West Highland White Terrier, Schnauzer, Golden, Labrador, Maltes, Lhasa Apso e Afghan Hound.

    Em casos de traumas, diabetes, tumores intraoculares, problemas congênitos, inflamações intraoculares severas (uveites), contato com substâncias tóxicas, tanto cães como gatos podem desenvolver catarata. Independentemente da causa, quanto mais cedo a catarata for diagnosticada e tratada, melhores são as possibilidades de resultados. Por isso, animais de raças predispostas devem, desde cedo, realizar consultas periódicas com um oftalmologista veterinário para realizar exames clínicos específicos.

    “Poodle é uma das raças nas quais a catarata é mais frequente.”

    Na fase inicial, a catarata pode passar despercebidamente aos olhos do dono do animal. Fique atento a mudanças na movimentação do cachorro, como tropeços constantes. Eles podem ser alertas de que algo não vai bem com a visão do seu pet. A modificação na cor das pupilas, que podem se mostrar esbranquiçadas ou azuladas, também são fáceis de se perceber. A qualquer sinal de desconforto, como olhos vermelhos, excesso de lágrimas, coceira, secreção ocular ou dificuldade de enxergar, o veterinário deve ser procurado.

    O tratamento é cirúrgico. A técnica mais usada nos dias de hoje é a facoemulsificação, que destrói o cristalino comprometido, liberando a passagem de luz e devolvendo a visão aos animais. Nos casos em que a retina está muito comprometida, mesmo após a cirurgia o animal pode não voltar a enxergar. Mesmos nestes casos, a cirurgia é indicada para evitar a evolução da doença, que pode resultar em complicações ainda mais graves, como a perda dos olhos.

    Não existem comprovações científicas de que o tratamento clínico da catarata pode retardar o desenvolvimento da doença. Por isso, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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