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    Cinomose, não deixe o fantasma desta doença assombrar seu cão (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).A melhor arma para prevenir seu cachorro da cinomose é matendo-o em dia com as vacinas condizentes à sua idade (Foto: Mark Kolbe/Getty Images)

    A cinomose é uma doença viral que pode acometer cães de qualquer raça, sexo e idade e que até o momento não possui cura. Por isso a prevenção é fundamental para afastar de vez este fantasma da vida de seu cão. Algumas espécies silvestres como lobos, raposas, guaxinins e gambás, por exemplo, também podem ser acometidos pela doença. Os ferrets, que  habitam muitas residências, é outra espécie vitima deste vírus.

    O contagio ocorre através do contato com o vírus presente na secreção do nariz e da boca de animais infectados. Este vírus pode ser transportado na roupa de pessoas ou objetos que tiveram contato com animais doentes ou portadores, com ou sem sintomas. Este vírus é capaz de sobreviver por muito tempo em ambiente frio e seco, porém é mais sensível a locais quentes e úmidos, ao calor, a luz solar e a desinfetantes.

    Os filhotes são mais sensíveis e por isso adoecem mais, porém animais adultos ou idosos não vacinados não ficam de fora do problema. Os sintomas iniciais podem variar de acordo com a imunidade do animal, mas a cinomose clássica inicia com febre, sintomas digestivos – como vômito, diarreia e falta de apetite -, respiratórios – com corrimento nasal, ocular, conjuntivite, crostas no focinho que podem evoluir para pneumonia secundária – e sinais neurológicos – com tiques, convulsões e paralisia.

    O período de incubação pode variar de 3 a 15 dias após o primeiro contato com o vírus e o curso da doença pode levar dias, semanas ou até meses. Devido a inflamação no sistema nervoso, o cão pode ficar agressivo, não reconhecer o dono, e ter paralisia dos músculos da face, o que prejudica a alimentação e a ingestão de água, além de alterações na medula, causando paralisia dos membros posteriores e prejudicando a locomoção.

    A piora dos sintomas costuma ser progressiva, culminando na morte do animal na maioria dos casos. Como não existe um medicamento capaz de combater este vírus, o tratamento consiste em minimizar os sintomas e tentar fortalecer o sistema imunológico do animal para que ele combata o vírus com sua própria imunidade. Dependendo da fase da doença, sequelas poderão acompanhar o cão pela vida toda.

    Por isso, antes de comprar ou adotar um cão, certifique-se de que ele já iniciou o esquema básico de vacinação condizente com sua idade, o que inclui a vacina V8 ou V10, capaz de estimular a imunidade para combater entre outras doenças, a cinomose. Vale enfatizar que a vacinação deve ser iniciada a partir do desmame dos filhotes, por volta dos 45 a 50 dias de idade sendo repetida em um intervalo de 21 a 30 dias até os 3,5 a 4 meses de idade. O intervalo entre as vacinas e a quantidade de doses depende da raça e dos riscos aos quais o animal pode estar exposto.

    Cada animal responde de uma forma a cada dose de vacina administrada e por isso não deve ser exposto ou ter contato com outros animais até 15 dias após a última dose de vacina prescrita pelo veterinário. O cão deve receber uma dose de reforço da V8 ou V10 anualmente durante toda a vida a fim de manter os anticorpos em quantidade adequada para a proteção contra a doença.

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