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    De onde vem este rebolado? A displasia coxofemoral é uma doença bastante comum em cães. O problema é genético e não tem cura (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).

    Alguns cães chamam a atenção por andar rebolando. Mas atenção, o que parece ser somente um charme pode ser sinal de que as articulações da bacia não estão bem. O problema mais frequente é a displasia coxofemoral, uma doença bastante comum em cães e que merece atenção especial por ser um problema genético, hereditário e que não tem cura.

    Animais de raças grandes ou gigantes, como Labrador, Golden Retriever, Rottweiller, Pastor Alemão, Fila, Dogue Alemão,São Bernardo, Mastiff e Mastin Napolitano apresentam altos índices da doença, porem ela pode surgir em qualquer raça. Cães das raças Bulldog e Pug, apesar de pequenos também tem grande incidência do problema.

    A doença consiste em um defeito genético que causa a má formação das articulações entre a bacia e o fêmur do animal (articulação coxofemoral), que não se encaixam adequadamente. O cão começa a mancar, sente dor e, em casos mais graves, pode ficar impossibilitado de andar.

    Os primeiros sintomas costumam aparecer por volta dos 4 aos 7 meses de vida. Casos mais brandos podem demorar um pouco mais para chamar a atenção dos donos e serem diagnosticados tardiamente. Devido à dificuldade de andar, o cão pode evitar mexer o membro doente, atrofiando a musculatura da pata.

    Um cachorro com displasia controlada pode ter uma vida normal, mas não deve nunca ser usado para reprodução. Um animal que não sofre do problema, mas cujo os pais sejam doentes, também não deve se reproduzir, pois os descendentes podem não ter a mesma sorte e herdar a doença. O diagnóstico final é feito por meio do exame radiográfico.

    O tratamento consiste em medicamentos como anti-inflamatórios, analgésicos e protetores articulares. Deve-se evitar o acesso a piso liso, escorregadio e escadas. A fisioterapia, a natação e a acupuntura contribuem muito com a qualidade de vida destes animais, agindo na redução da dor e do desconforto.

    Casos mais severos necessitam de cirurgia para a retirada da cabeça do fêmur, na tentativa de aliviar um pouco a dor – mas não resolve o problema. Como não ha cura, o melhor a fazer é prevenir. Ao escolher um filhote, principalmente das raças mais afetadas, exija o certificado de displasia dos pais, e caso você tenha um cão em casa, consulte sempre o veterinário antes de cruzá-lo para realizar a avaliação necessária e o exame radiográfico específico para garantir uma geração de descendentes saudáveis.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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