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ANIMAIS SILVESTRES
    • 21 NOV 15
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    Diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira dá entrevista no Estadão sobre cuidados durante a prática esportiva com os cães – confira!Buda mostra equilíbrio em cima do shape e já desenvolveu habilidades. Foto: Daniel Teixeira/Estadão

    Buldogues ganham as ruas em 4 rodinhas!


    É cada vez mais comum ver um cão da raça deslizando pela cidade em cima de um skate. O brinquedo favorito do buldogue inglês Buda, de 1 ano, é o skate. Mas não para morder ou correr atrás. Há cerca de três meses, o cão está se aperfeiçoando como skatista e já desenvolveu habilidades como ganhar velocidade e até se equilibrar.

    “Os buldogues gostam do barulho e do movimento da roda. Em um momento, soltei o skate na minha casa e ele já foi abraçando. Fui na Praça Roosevelt e ele ficou tentando subir. É muito intuitivo e foi mérito dele ter aprendido”, conta o ator Thiago Iglesias, de 31 anos, dono do animal.

    O cachorro é mais um da raça que chama a atenção por onde passa por saber deslizar na prancha radical, assim como o buldogue Otto, que entrou neste mês para o Guinness Book por atravessar um túnel formado por 30 pessoas no Peru. Outro animal famoso era Tillman, que morreu no mês passado e entrou para o Livro dos Recordes em 2009 por ser o cão mais rápido do mundo sobre um skate em um percurso de 100 metros, atingindo a marca em 19,678 segundos.

    Iglesias, que anda de skate desde criança, conta que ao perceber que a atividade era divertida para Buda, resolveu comprar um equipamento para uso exclusivo do animal. “Ele sabe que o skate é dele pelo cheiro. Comprei um modelo mais largo e ele é um bom skatista.”

    Mas o ator não descuida na hora da brincadeira. “Ele sabe o limite dele, mas brinco por uma hora ou uma hora e meia, não tomo muito sol com ele e levo sempre água.”

    O buldogue José Bartolomeu, de 10 meses, deu suas primeiras remadas (movimento que dá velocidade ao skatista) na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio, quando tinha apenas 4 meses – e não parou mais. “Fui andar e achei que ele queria pegar o skate para morder, mas ele subiu e foi embora. Quando o skate parou, ele bateu com a pata no chão para movimentar”, diz o empresário Rodolfo de Paiva Coelho, de 25 anos.

    Desde então, o passeio de skate virou uma tradição aos domingos. “A gente vai de Copacabana até Ipanema. É um momento de lazer dele.”

    Tanto Buda quanto José Bartolomeu ganharam de seus donos páginas no Instagram com vídeos de suas “manobras” e fotos de seus momentos de diversão. “O pessoal curte. Ele tem mais de 900 seguidores”, diz Coelho.

    Tillman foi uma inspiração para o analista de suporte técnico Eduardo Baptista de Almeida, de 31 anos, incentivar o buldogue Jack, de 2 anos e 4 meses, a andar de skate. “Tem cerca de 20 ou 30 dias. Ele ficou muito eufórico e a primeira reação foi tentar morder as rodinhas. Mas ele apoiou as patas para tentar morder e já foi dando remadas”, relembra.

    Jack ainda não consegue parar com as quatro patas na prancha, mas tem praticado em praças e no quintal de casa. “Ele adora. O buldogue é um cão bem sedentário, mas o meu é o inverso, ele é muito brincalhão. O skate é uma atividade para diversificar as brincadeiras.”

    Aprendiz. Da mesma raça, Paçoca, de 1 ano e 2 meses, está sendo treinada por um adestrador. Ela tem aulas de uma hora, duas vezes por semana. “Coloquei ela em uma creche para conviver com outros cachorros, porque ela muito só com a gente e ficou humanizada. Lá, ela tem as aulas e está aprendendo”, diz a advogada aposentada Maria da Gloria do Nascimento Silva, de 51 anos.

    Maria da Gloria conta que a atividade foi indicada pelo adestrador por ser lúdica. “Ele me disse que o skate deixa os animais mais alegres. Mas pedi para ele não ensinar com petiscos, mesmo que demore mais, porque quero que ela ande por puro prazer. Em troca, só recebe carinho.”

    É preciso cuidado antes de sair por aí!

    Diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, Mario Marcondes diz que o skate deve ser visto mais como uma brincadeira do que como uma modalidade esportiva e que os donos devem tomar cuidado, pois os buldogues são animais de focinho curto e tendem a apresentar problemas respiratórios.

    “Animais obesos e com histórico de doenças ortopédicas não podem fazer. O buldogue também não deve ser exposto a altas temperaturas, para não sobrecarregar a respiração. É recomendado que os animais pratiquem caminhadas de 30 minutos por dia.”

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