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    Festa e fogos de artifício: seu pet está preparado? (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).Cachorro aguarda atendimento veterinário em Nova York (Foto: John Moore/Getty Images)

    A contagem regressiva para os jogos da Copa e para as festas típicas de junho já começou. Pipoca, paçoca, canjica, quentão, muita música, familiares e amigos se reúnem para assistir aos jogos, dançar quadrilha e comemorar. E nessa comemoração, muitos fogos de artifício ganham os céus em luzes, cores e muito barulho. Mas e seu pet? Será que ele esta preparado para este barulho?

    Com uma audição mais apurada do que a nossa, o barulho da festa e dos fogos pode ser assustador para cães e gatos. Alguns, mais sensíveis ou com alguma doença prévia, podem ter complicações decorrentes do estresse. Os ruídos altos que acompanham os fogos e a falta de compreensão sobre o que está acontecendo podem causar muita ansiedade e medo. Quando um animal fica com medo, ele pode apresentar um comportamento indesejado ou perigoso, como tentar fugir de casa, mostrar sinais de agressão, morder, latir, uivar, tremer, mastigar ou destruir móveis e outros objetos, além de perder o controle de suas necessidades fisiológicas urinando e defecando em locais inapropriados.

    Para tentar reduzir o estresse pelo medo de fogos de artifício do seu pet, não o leve em celebrações ao ar livre. Os ruídos altos e céu colorido podem ser divertidos para você, mas não são agradáveis para o seu pet. O ideal é deixá-los em casa em um local calmo e seguro, livre de escadas ou objetos onde ele possa tentar se esconder e acabe se machucando. Em alguns casos, principalmente gatos, quando muito sensíveis e ariscos, vale a pena colocá-los dentro da caixa de transporte até que o barulho diminua e o animal esteja calmo. Feche as cortinas e deixe as luzes acesas para diminuir o brilho dos fogos. Deixe ligado o radio, uma TV, ou alguma música que ele esteja acostumado para abafar o barulho externo. Exercitá-los no dia, horas antes das festividades começarem, auxilia a tranquilizá-los devido ao cansaço e a liberação natural de endorfinas, que reduz a ansiedade.

    Animais cardiopatas podem ter complicações secundárias a estresse. Por isso, não devem ficar sozinhos, precisando de acompanhamento. Ofegação excessiva, falta de ar, língua arroxeada ou azulada são sinais de descompensação da doença. Os animais epiléticos podem apresentar convulsões e por isso devem ser reavaliados pelo veterinário para ajustar, se necessário, a dose da medicação de rotina. Em casos extremos, calmantes podem ser ministrados. Mas sempre com critério e sob prescrição do veterinário. Curta a festa e mantenha o seu pet em segurança.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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