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ANIMAIS SILVESTRES
    • 02 MAR 19
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    Hospital Veterinário, Pet Shop & Hotel Sena Madureira dá Dicas para quem quer curtir o carnaval com seu Pet na Folha de São Paulo – Confira!Cachorro em bloco no Rio (Christophe Simon-12.fev.12?AFP)

    Fantasia, calor, barulho; o que saber antes de levar seu cachorro ao bloquinho de Carnaval.


    Carnaval é alegria, mas também barulho, aglomeração, calor. Antes de ir a bailes e bloquinhos com o pet, o tutor deve tomar alguns cuidados e lembrar que nem todo animal de estimação se sente confortável com roupinhas e no meio de multidões.

    A principal preocupação é com o barulho. Como a audição dos cães é mais sensível, um animal que não esteja acostumado com sons altos pode ficar muito incomodado no bloquinho e apresentar mudanças de comportamento –ficar inquieto, agressivo, trêmulo e até mostrar resistência para continuar o passeio.

    Para o veterinário Jorge Morais, diretor da rede Animal Place, o melhor seria evitar ambientes onde o som cause dificuldade para as pessoas conversarem, o que indica barulho demais para o pet.

    Além disso, há animais que não gostam de muita interação social, e a movimentação de pessoas pode ser fator de estresse. “Costumo dizer que a principal recomendação é respeitar os limites e características do seu pet”, afirma a veterinária Tatiana Braganholo, gerente de serviços técnicos pet da MSD Saúde Animal.

    Fantasias, obrigatórias para fazer bonito na folia, podem não ser bem aceitas pelos animais de estimação. Roupas e adereços não devem, por exemplo, ser pesadas, quentes ou limitar os movimentos do pet.

    “Podemos partir do pressuposto que o cão já está fantasiado de cão e o gato já fantasiado de gato. Então, o ideal seria apenas um adereço. Um lacinho, um pingente ou uma bandana já seria o suficiente, sem causar muito incômodo ou estresse para o bichinho”, diz Morais.

    O tingimento de pelos deve ser evitado. Caso o tutor opte pela coloração, deve fazer em local confiável, com produto específico para animais.

    Segundo o veterinário Mario Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, o procedimento pode causar alergia e irritações de pele. “Tem que ter muito cuidado para tingir os pelos dos animais.”

    Glitter e espumas são proibidos. “Todas essas substâncias são tóxicas, e uma brincadeira de pintar o pelo do animal ou jogar espuma em cima dele pode acarretar em sérios problemas de saúde”, afirma a veterinária Amanda Peres, da DogHero.

    O calor também é motivo de apreensão. Muitos eventos acontecem durante o dia, e a combinação sol, solo quente, fantasia e multidão pode ser um perigo para o pet. Se ele não estiver bem hidratado, pode sofrer hipertermia, que é o aumento excessivo da temperatura do corpo —e, em situações extremas, leva à morte.

    “No verão, principalmente quando você vai para uma aglomeração muito grande de pessoas, pode dificultar a troca de calor, e o animal desenvolver a hipertermia . O tutor deve usar o bom senso. Assim como o tutor prefere usar roupas leves no calor, deve ser também com o animal. Procure sair com ele horários com menor temperatura, de preferência no final da tarde ou início da noite certo, evite transitar em asfalto quente pode, pois causam queimaduras no pé do pet e mantenha o animal sempre hidratado”, recomenda Morais.

    Outro risco é que o cachorro machuque os coxins —as almofadas das patinhas— com o solo quente. “Portanto, se você quiser levar seu pet a algum bloquinho, prefira aqueles que acontecem de manhã ou no final do dia e os menos lotados”, diz Tatiana.

    A temperatura pode afetar, principalmente, cães de focinho curto –como buldogues, shih-tzus e boxers–, que têm respiração mais delicada, de acordo com a veterinária Carolina Filippos, da a Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP (Conselho Regional de Medicina Veterinária de SP).

    DICAS

    Há eventos exclusivos para os animais e outros pet friendly. Para que você e seu pet curtam a folia, o blog reuniu dicas dos veterinários Jorge Morais, diretor da rede Animal Place; Tatiana Braganholo, gerente de serviços técnicos pet da MSD Saúde Animal; da veterinária Amanda Peres, da DogHero; e da Pedigree. Confira:

    – Identificação – Não saia de casa sem que seu animal esteja com a identificação correta, com número de telefone atualizado. Pode ser em uma medalhinha ou escrito na coleira. O importante é oferecer meios para que você seja localizado, caso ele se perca. Use a guia durante todo o trajeto;

    – Barulho e aglomeração: Fique atento ao comportamento do pet. O barulho e a grande movimentação de pessoas pode deixá-lo desconfortável, com medo. As reações incluem agressividade, tremores, resistência para continuar o passeio;

    – Fantasia: A roupinha não pode deixar seu animal incomodado. Confira se ela está confortável, se não é pesada, quente ou se atrapalha os movimentos. Cuidado com peças que se soltam com facilidade, como botões e laços –eles podem ser engolidos pelos pets. Glitter e tintas não devem ser usados, porque podem provocar reação alérgica;

    – Calor: Prefira horários mais frescos. Evite andar com o pet nas ruas das 12h às 15h. O calor pode queimar as patinhas e causar hipertermia;

    – Hidratação: Leve garrafinha e ofereça água fresca ao pet várias vezes durante o passeio. Molhar a barriga e patinhas ajuda a refrescar e evitar hipertermia;

    – Sol: Pets também desenvolvem câncer de pele, sofrem com queimaduras e devem usar protetor solar. Há produto específico para animais. Espalhe principalmente nas orelhas, focinho, barriga e costas, especialmente nos animais de pelagem clara ou com pouco pelo;

    – Pelo caminho: fique atento para que, no trajeto, o cachorro não ingira confetes ou restos de comida ou se machuque com qualquer outro objeto que esteja pelo caminho, como vidros ou plásticos;

    – Rotina: Mantenha seus horários de alimentação e garanta período de descanso adequado ao seu cão;

    – Saúde: Para brincar no meio de outras pessoas e animais, seu pet deve estar com a vacinação em dia e protegido contra pulgas e carrapatos.

    VAI VIAJAR?

    Quem vai viajar também precisa ter cuidado com os peludinhos. Evite viajar com filhotes que ainda não completaram a vacinação e com idosos ou animais com saúde debilitada. Na bagagem, não esqueça da mantinha e dos brinquedos preferidos do seu bichinho, para que se adapte mais rapidamente ao local. E leve sempre a carteirinha de vacinação do seu amigo, para comprovar que ele está imunizado.

    Veja algumas dicas do Hospital Veterinário Sena Madureira para manter o bem-estar do bichinho:

    – Leve caminha ou a manta do pet, além dos brinquedos preferidos. Isso ajudará ele a se ambientar com mais facilidade;

    – Mantenha a ração que ele está habituado;

    – Se viajar para a praia ou regiões de represas, faça a prevenção contra a dirofilariose, ou verme do coração;

    – No campo, a prevenção contra pulgas e carrapatos também é essencial;

    – Use protetor no solar no pet. É recomendado fator 30 a 50, especialmente em animais de pelo curto ou de pelagem clara;

    – Evite passeios ou exercícios físicos nas horas mais quentes do dia;

    – A baixa umidade do ar pode provocar problemas respiratórios. Você pode usar toalhas molhadas, bacias com água ou mesmo umidificadores no ambiente.

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