• 04 SET 16
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    Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Veja – Assim como no filme “Pets – A vida secreta dos bichos”, o que seu animal faz quando você trabalha? Saiba como evitar acidentes em casa.No filme 'Pets', o cãozinho Max espera durante muito tempo que sua dona volte do trabalho - o que poderia ser um sintoma da síndrome da ansiedade da separação. (Divulgação/'Pets': como evitar os perigos de deixar seu animal sozinho)

    O filme Pets: a Vida Secreta dos Bichos chegou aos cinemas brasileiros na última semana e atingiu o topo das bilheterias, arrecadando mais de 14 milhões de reais. apenas na semana de estreia. Não é para menos, já que o longa explora o que os animais de estimação fazem quando ficam sozinhos em casa – algo que todos os donos querem descobrir. Essa curiosidade em conhecer o que cães e gatos fazem quando estão desacompanhados pode ser fundamental para a saúde dos bichinhos: existem muitos perigos aos quais eles se expõem e saber como agem pode não apenas evitar graves acidentes com também prevenir transtornos de comportamento.

    “Temos que pensar nos cães e gatos como crianças que ficam em casa. Os gatos são mais independentes, mas isso não significa que os cuidados são menores. É preciso limitar alguns acessos, passar produtos de limpeza e plantas para o alto e, se possível, distrair o animal com brinquedos e, inclusive, treiná-lo”, afirma o médico veterinário Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo.

    Solidão

    Além dos perigos físicos, cães e gatos, em diferentes graus, sofrem com a solidão. Para os cachorros, animais extremamente sociáveis, longos períodos de isolamento podem trazer tristeza e stress. Alguns gatos também enfrentam problemas devido à ausência dos proprietários. Comportamentos como se coçar ou se lamber até que a pele fique ferida e miar ou latir o dia todo podem indicar que seu animal não está muito saudável: a síndrome da ansiedade da separação está se tornando um transtorno cada vez mais comum entre os animais domésticos.

    “Um estudo da pesquisadora americana Debra Horwitz mostra que 20% a 40% dos atendimentos veterinários feitos por especialistas em comportamento animal, hoje em dia, são decorrentes desse transtorno. Mas, se os sintomas forem percebidos no início, existem maneiras bem simples para ajudar o bicho a superar o problema”.

    Confira abaixo alguns comportamentos que os animais têm ao ficar muito tempo sozinhos, quais os perigos a que se expõem e como evitá-los:

    1. Sintomas de ansiedade

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    (Divulgação)

    Cães saudáveis costumam esperar o dono voltar, mas o tempo dedicado a essa atividade não pode exceder cinco a dez minutos – mais que isso pode indicar a síndrome da ansiedade da separação, um transtorno cada vez mais comum nesses animais. De acordo com Carolina Rocha, especialista em comportamento animal da clínica veterinária Pet Anjo, de São Paulo, os bichos com esse problema podem destruir móveis, fazer necessidades em locais inadequados e latir excessivamente. É comum ainda que o animal fique muito agitado quando o dono começa a se arrumar para sair e siga-o compulsivamente. “Algumas maneiras de ajudá-lo a vencer a ansiedade é sair para passear por 30 minutos com o cão, o que fará com que ele gaste energias e durma mais durante o período em que fica sozinho. Outra dica é espalhar muitos brinquedos na casa, assim ele não vai morder o sofá, mas os brinquedos”, diz a especialista. Também é possível treiná-lo: o dono se arruma, faz o ritual de saída, mas fica em casa. Isso quebra a ansiedade do animal e o ajuda a se acostumar. Outro método é fazer saídas rápidas e ir aumentando a duração do período fora de casa. Ao chegar, a dica é ignorar o animal até que ele se acalme. Com gatos, a estratégia é cansá-lo: basta brincar durante 20 minutos com ele para garantir que ele durma por períodos mais longos.

    2. Comer objetos estranhos

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    (iStock/Getty Images)

    Um dos comportamentos que os cães herdaram de seus antepassados é a capacidade de exploração. “Antigamente os cães caminhavam até dez quilômetros por dia para buscar alimentos. Hoje, eles mantêm o comportamento de caça e exploração na curiosidade com coisas novas, checando as sacolas com compras ou cheirando móveis e sapatos novos”, diz o médico veterinário Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. O ato de bisbilhotar, no entanto, pode fazer com que os animais comam objetos estranhos. “Quando o cão está sozinho, vai buscar meios de se distrair e procurar algo para comer ou brincar. Por isso, se houver qualquer pequeno objeto no chão (ou sapatos), é bem possível que ele o mastigue. A melhor maneira de evitar isso é também espalhar brinquedos pela casa para que eles se divirtam sem perigos”, explica Marcondes. Evite deixar produtos de limpeza ao alcance dos animais, guardando-os em um armário alto e fechado, e retire lixeiras de casa ou mantenha-as vazias. Assim, os animais não correm risco de ingerir produtos tóxicos, alimentos estragados ou objetos pontiagudos.

    3. Mastigar plantas

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    (iStock/Getty Images)

    Cães e gatos também podem buscar distração com plantas. “É preciso saber escolher as espécies vegetais da casa, já que algumas podem causar intoxicação nos bichos e, em alguns casos, até a morte”, diz Marcondes. Atenção com flores como as azaleias que, se forem ingeridas por cães podem provocar fraqueza, colapso cardíaco e levar ao coma. Lírios podem causar a falência dos rins; hortênsias, depressão, aumento da frequência cardíaca e da temperatura corporal; e as violetas podem causar vômitos. Entre as folhagens altamente tóxicas estão a “comigo ninguém pode”, espirradeira, mandioca-brava, pinhão-roxo e taioba-brava. A maior parte das plantas que são ingeridas por nós (alecrim, hortelã ou camomila) também são indicadas para os animais.

    4. Saltar de móveis, escadas ou janelas

    (iStock/Getty Images)

    (iStock/Getty Images)

    Escadas e janelas, mesmo aquelas com as quais os animais estão acostumados, precisam ser protegidas quando eles estão sozinhos. “O ideal é bloquear o acesso a áreas que podem oferecer riscos, pois os bichos vão caminhar muito por elas quando estão sem o dono. Colocar telas nas janelas e grades nas escadas são boas opções para evitar quedas fatais”, diz Marcondes. A cozinha também precisa ficar com a porta fechada, pois ali os bichos podem ter acesso a coisas bastante nocivas, como panelas quentes e facas, que causam muitos acidentes. O melhor é escolher um local da casa protegido, bem ventilado e na sombra para que o animal possa permanecer durante o dia.

    5. Danificar fios elétricos

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    (Divulgação)

    Alguns animais – principalmente até os dois anos – costumam roer alguns objetos da casa, incluindo fios elétricos que podem causar queimaduras sérias. “Para evitar que esse tipo de acidente ocorra, o ideal é reformar a fiação, manter os fios embutidos e as tomadas com protetores. Isso evita que o animal possa ter acesso à rede elétrica”, explica o veterinário.

    6. Nadar

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    (Divulgação)

    Algumas raças de cachorros, como labrador e golden retriever, adoram água. Contudo, se a piscina estiver um pouco vazia, com a água longe das bordas, os cães podem ter dificuldades para sair e acabam se afogando pelo cansaço. Para evitar acidentes assim, o ideal é instalar cercas protetoras ao redor dos lugares com água, evitando o acesso do bicho. De acordo com Marcondes, o ideal é que o animal nade apenas na presença do dono. Ainda assim, existem cuidados necessários. “Coloque uma rampa especial ou escadinha própria para cães na piscina. O produto auxilia o animal a sair”, diz.

    7. Comer a ração de uma só vez

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    (Divulgação)

    Cães de grande porte tendem a comer todo o seu alimento rapidamente. Por isso, se o dono trabalha o dia todo, não é indicado deixar o pote de ração cheio. “Se o animal ingerir toda a refeição em uma única ocasião pode ter dilatação gástrica, um problema que em alguns casos pode evoluir para torção do estômago, uma grave emergência”, explica o médico veterinário Mário Marcondes. O ideal é dividir a quantidade diária de alimento em duas ou três refeições – para isso, existem comedouros eletrônicos que permitem a programar para o horário desejado a liberação dos alimentos.

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