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    Hospital Veterinário Sena Madureira orienta sobre principais cuidados ao adotar um cãozinho na Revista São Paulo da Folha de SPCapitu, assistida pela Ampara Animal, espera por adoção. Por: Edu Leporo/Divulgação

    Era para ser uma tarde qualquer. A economista Nathália Kleeberg, 29, moradora do Sumaré, na zona oeste, chegara em casa após o trabalho e iria instalar, junto com o namorado, a máquina de lavar que haviam comprado. Tudo ia bem, se não fosse por um pequeno detalhe: a cachorrinha da casa, Frida, uma SRD (sem raça definida) de 5 kg, havia rasgado a caixa de papelão, o isopor e o plástico bolha do novo eletrodoméstico até encontrar o cano da máquina e… comer.

    “Conversei com algumas pessoas que me orientaram a ter mais um cachorro para fazer companhia. A Frida tinha muita energia e ficava estressada por ficar em casa sozinha”, conta a economista. Foi assim que Luke, também SRD, entrou para a família.

    Ele foi adotado em um evento da ONG Amigos de São Francisco, realizado no fim de semana que a primogênita roeu a máquina de lavar. “Havia vários cães lá, inclusive filhotes. Mas eu queria um adulto, pois assim não teria surpresas com o tamanho”, conta.

    Apesar de os filhotes geralmente serem os primeiros a ganhar um novo lar em eventos de adoção, cães adultos e idosos têm vantagens que nem sempre são levadas em consideração pelas famílias. “O adulto não vai mais chorar à noite. A probabilidade de ele roer as coisas é menor, e você sabe o tamanho real, não vai mais crescer”, explica Aline Silva, 34, da ONG Cão Sem Dono, que mantém mais de 200 animais em um abrigo em Itapecerica da Serra (34 km da capital).

    Mas não são só os mais velhos que acabam anos à espera de uma nova chance. “Gatos pretos ou brancos e pretos, que são mais comuns, demoram para ser adotados”, explica Beatriz Abreu, 28, fundadora da ONG Mundo Gato. “Cães novos, pequenos e branquinhos são os primeiros a serem escolhidos. Existe preconceito, sim”, acredita Luisa Mell, 39, apresentadora de TV e ativista.

    Há 30 dias, o Instituto Luisa Mell, administrado pela artista, resgatou, junto à Polícia Civil, 135 cães que eram vítimas de maus-tratos em um canil de Osasco, na Grande São Paulo. Agora, a entidade briga na Justiça pela guarda definitiva dos animais, para poder doá-los. Ainda assim, houve fila de pretendentes em um evento realizado pela ONG na Vila Clementino, zona sul, na semana posterior ao resgate –mas grande parte dos interessados foi embora ao descobrir que os cães de raça não estavam por lá.

    “As pessoas escolhem muito mais pela aparência do que pelo comportamento. Querem um filhote, mas não têm consciência do que ele faz”, lembra Marta Naufal, 49, protetora independente que faz resgates há 26 anos. “O adotante idealiza um animal, leva para casa e esquece da fase de adaptação. Por isso acompanhamos o pós-adoção”, diz.

    Para evitar problemas, é importante ter em mente tudo o que levar um animal para casa pode significar. “Sempre perguntamos se o interessado está decidido a aumentar a família”, diz Aline, da Cão Sem Dono. Os casos de devolução não são raros, e geralmente acontecem quando a adoção foi feita por impulso. “Não recomendamos que a pessoa pegue um gato para dar de presente, por exemplo”, alerta Beatriz, da Mundo Gato.

    Levar o novo amigo para fazer um check-up também é essencial. O veterinário vai verificar se o bichinho tem alguma lesão de pele, infecção ou pneumonia, que são comuns em cães abandonados. “O profissional poderá pedir exames específicos e sugerir a medicação e a nutrição adequadas para o animal ter uma vida saudável”, ressalta Mário Marcondes, diretor-clínico do hospital veterinário Sena Madureira.

    Além disso, o futuro dono precisa estar ciente de que podem existir traumas. No caso da Nathália, foram três meses até a total adaptação do cãozinho à casa. “Luke rosnava quando alguém chegava perto da ração. Tive que entender que, por ter passado fome, comida para ele era uma questão de sobrevivência”, conta a economista.

    A gatinha Teka espera por um lar. Divulgação.

    ABANDONO E CASTRAÇÃO

    Obter números sobre animais que vivem nas ruas da capital paulista não é fácil. O Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde não compila dados sobre cães e gatos abandonados. Além disso, muitos bichos se escondem em terrenos baldios ou construções, outros estão perdidos ou até têm endereço fixo, mas ficam na rua.

    “Fala-se em 9 milhões de abandonados na Grande São Paulo. Mas, por experiência, acredito que é mais que isso”, estima Juliana Camargo, CEO da Ampara Animal. Com sede em Perdizes e escritórios no Paraná e no Rio, a Ampara ajuda a manter cerca de 300 abrigos, promovendo eventos de adoção, castração, distribuindo remédios e ração, tudo com o apoio de entidades privadas.

    Em janeiro, a ONG vai inaugurar, com a Prefeitura de São Paulo, um centro de controle populacional animal na zona sul.

    O espaço terá capacidade para realizar mil cirurgias de castração por mês, gratuitamente –por lei, nenhuma ONG paulistana pode doar seus animais antes de esterilizá-los.

    O centro irá atender a protetores e à população de baixa renda, que é assistida pelo Bolsa Família, por meio de triagem prévia.

    *
    Onde encontrar um novo amigo

    Amigos de São Francisco
    Dia 11/11 das 10h às 16
    Le Petit Boutique Animal – R. Dr. José Estefano, 301, Chácara Klabin

    Ampara Animal
    Dias 4, 11, 18 e 25/11, das 9h às 15h
    Cobasi Augusta R. Augusta, 2.380, Cerqueira César

    Dia 12/11, das 11h às 15h
    Ibis Paulista – Av. Paulista, 2.355, Bela Vista

    Cão Sem Dono
    Dias 4, 5, 11, 12, 18, 19, 25 e 26/11, das 11h às 17h
    Petz Bandeirantes – Av. dos Bandeirantes, 2.040, Vila Olímpia

    Dias 4, 11, 18 e 25/11, das 11h às 17h
    Petz Ipiranga – Av. Presidente Tancredo Neves, 600, Ipiranga

    Dias 11 e 25/11, das 11h às 17h
    Petz Jaguaré – Av. Corifeu de Azevedo Marques, 4.529, Vila Lageado

    Cão Sem Fome
    Dia 4/11, das 10h às 15h
    Fredericão Pet Shop – R. Correia de Lemos, 648, Chácara Inglesa

    Dia 2/12/17, das 10 às 15h
    Vila Prudente Dog´s – Av. Prof. Luis Ignácio de Anhaia Mello, 1.526, Vila Prudente

    Clube dos Vira-Latas
    Dia 29/10, das 10h às 17h
    Morumbi Town Shopping – Av. Giovanni Gronchi, 5.930, Vila Andrade

    Projeto Adotando um Amigo
    Sáb. e dom., das 13h às 18h
    Petz Santa Cecília – Av. Gen. Olímpio da Silveira, 68, Barra Funda

    Sáb. e dom., das 13h às 18h
    Petz Cantareira – R. Manuel Gaya, 2.000, Vila Mazzei

    Salva Gatos
    Qui. a dom., as 11h às 17h
    Cobasi Morumbi – Av. Giovanni Gronchi, 5.411, Vila Andrade

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    Apadrinhar, já!

    Padrinho ou madrinha tem que se comprometer a doar dinheiro à ONG ou ao protetor até que o “afilhado” encontre um lar. Na Mundo Gato, a doação mínima é de R$ 30. O colaborador recebe informações sobre o gatinho. “Quando ele é adotado, nós avisamos e pedimos para escolher outro, caso queira”, explica a fundadora, Beatriz Abreu. A colaboração ajuda com gastos de veterinário, castração, ração e medicamentos, fora o tempo e a dedicação de quem resgatou o animal.

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