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    • 06 ABR 17
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    Novo teste antecipa a detecção de problemas nos rins dos animais (Matéria na Coluna do Dr. Mário Marcondes do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Saúde).

    Chega ao Brasil um exame que pode adiantar em até dois anos o diagnóstico da doença renal em cães e gatos.


    A doença renal crônica é uma das condições mais frequentes em cachorros e gatos, principalmente nos bichos idosos. Um em cada três gatos e um em cada dez cães desenvolve alguma forma desse problema ao longo da vida.

    Os sintomas podem variar desde uma simples falta de apetite até apatia, prostração, vômitos, diarreia, emagrecimento progressivo e desidratação. Embora seja mais incidente nos animais acima dos 6 anos, bichos de todas as idades podem desenvolver a enfermidade nos rins.

    Uma vez diagnosticada, a doença renal deve ser tratada por meio de dieta adequada, fluidoterapia (aplicação de soro), controle da pressão arterial e da anemia (quando presente) e medicamentos capazes de corrigir o desequilíbrio de eletrólitos ou do pH no sangue.

    Alguns exames devem ser realizados a fim de flagrar a condição, como os de sangue tradicionais, que permitem mensurar a ureia e a creatinina, marcadores da função renal que se encontram aumentados na doença. Além de hemograma, gasometria, eletrólitos, urinálise e a medida da pressão arterial. Para complementar a avaliação, indica-se a realização de um ultrassom abdominal, que pode mostrar alterações nos rins através de suas imagens.

    Por se tratar de uma doença crônica e progressiva, quanto mais cedo ela for detectada, maiores as chances de êxito no controle e no tratamento.

    Por essa razão, recebemos com entusiasmo um novo teste, antes realizado nos Estados Unidos, que chega agora ao Brasil. Ele deverá contribuir muito para o diagnóstico precoce da doença, tão observada nos nossos velhinhos de quatro patas. Trata-se do SDMA (dimetilarginina simétrica), um biomarcador sanguíneo do estado dos rins que já acusa o problema em sua fase inicial.

    Para você ter uma ideia, o tradicional teste de creatinina detecta alterações quando aproximadamente 75% da função renal já foi perdida. O novo exame promete flagrar a doença quando existe uma perda de cerca de 40% da função renal, podendo chegar à marca de apenas 25%. Isso pode representar o diagnóstico dos prejuízos aos rins com até dois anos de antecedência, se compararmos com os métodos mais tradicionais.

    Falamos de uma grande vantagem se lembrarmos que, quanto antes iniciarmos o tratamento, melhores serão os resultados. Com o teste do SDMA e a precocidade no diagnóstico da doença renal, poderemos elevar em meses ou anos a expectativa de vida desses bichos, sem contar os ganhos à qualidade de vida. Além disso, o exame irá ajudar nós, veterinários brasileiros, a monitorar melhor a evolução da doença.

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