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    O calor e a dermatite em cães. (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).

    No verão, o clima quente e úmido pode se tornar um grande vilão para a saúde da pele e dos pelos dos cães. A proliferação de parasitas como fungos, ácaros, pulgas, piolhos e carrapatos, e as reações alérgicas secundárias a diversos fatores podem dificultar a manutenção do bem-estar de nossos amigos. Por isso, alguns cuidados são importantes para diminuir o risco do pet desenvolver dermatites e evitar o sofrimento com coceira e feridas.

    A escovação diária da pelagem é uma aliada preciosa, pois remove a sujeira e os pelos mortos, massageia a pele ativando a circulação beneficiando a saúde e trazendo bem-estar. Os banhos não devem ter frequência menor do que sete dias, exceto em casos específicos sob orientação do veterinário. Após refrescar o cão molhando-o durante um passeio ou atividade ao ar livre, certifique-se de que antes do anoitecer o pelo já esteja seco. Animais com dobras de pele merecem cuidado especial. Eles devem ter estas regiões higienizadas diariamente evitando o acúmulo de oleosidade, sujeira e secreções. Cães das raças pug e sharpei, por exemplo, sofrem pelo acúmulo de oleosidade nas dobras, principalmente da face. Raças como o chowchow, são bernardo e husky siberiano, por terem a pelagem densa e fechada, ficam úmidos por mais tempo após o banho ou brincadeiras com água. A ventilação da pele também é prejudicada, o que predispõe o crescimento de fungos e bactérias.

    As dermatites em cães podem evoluir de uma simples área avermelhada por conta da inflamação, a lesões com coceira intensa, queda de pelo, dor, inchaço, secreção mau cheirosa e presença de pus. Ela vai se alastrando pelo corpo do animal causando muito desconforto e sofrimento. Diante de tamanho desconforto, o cão lambe e morde a região afetada na tentativa de aliviar o incômodo e acaba agravando ainda mais o problema.

    Conhecidas como dermatite úmida aguda, estas lesões podem aparecer em diversas partes do corpo. As regiões mais acometidas são as dobras de pele, patas, interdigitos e coxins. O tratamento, devido à gravidade do quadro, requer na maioria das vezes a associação de antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios e banhos terapêuticos. Pode durar de 10 a 14 dias ou mais. Por isso, neste verão, seque cuidadosamente o seu cão após o banho, natação ou brincadeiras com água, principalmente os de pelagem densa e pesada, minimizando assim as condições perfeitas para a dermatite se desenvolver.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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