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    O carrapato e a erliquiose canina, uma dupla perigosa (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).

    Durante muito tempo a erliquiose, doença transmitida pela picada do carrapato, acometia animais que moravam no interior ou viajavam para estas regiões com a familia. Porém, a realidade hoje é bem diferente. O hábito de frequentar parques e jardins aumentam ainda mais as chances de contágio.

    Causada por uma bactéria da ordem das rickéttisias, a erliquiose é transmitida pela picada do carrapado marrom de nome Rhipicephalus sanguineus contaminado e a manifestação da doença vai depender da quantidade de bactéria inoculada e da imunidade do cão. Outra forma de contágio pode ocorrer através da transfusão de sangue.

    Esta doença dificilmente acomete os gatos ou o homem, mas a possibilidade não deve ser descartada. É uma doença mais comum durante o verão, uma vez que os carrapatos precisam de calor e umidade para se reproduzir.

    Uma vez na corrente sanguínea do cão, o parasita infecta os glóbulos brancos que são as células de defesa do animal. Os sintomas podem variar e são consequência da infecção, anemia e do baixo número de plaquetas. Os sinais mais comuns são febre, falta de apetite, vômito, diarreia, pneumonia, emagrecimento, sangramentos, dificuldade respiratoria e fraqueza muscular.

    O diagnóstico, no início da infecção é mais difícil, pois os sintomas são semelhantes aos de várias outras doenças. A presença do carrapato ou o histórico de viagens ou passeios na rua, em parques ou jardins, podem ser importantes para direcionar a suspeita clínica. O diagnóstico final pode ser feito por meio de testes sorológicos. Quanto mais cedo for diagnosticada a doença, maiores são as chances de recuperação e cura.

    O tratamento é feito com antibióticos, além de medicação de suporte para aliviar os sintomas. Em caso de anemia severa e quantidade muito baixa de plaquetas, pode ser necessário realizar transfusão de hemácias (células vermelhas) e de plaquetas. A recuperação completa pode demorar de 21 dias a 8 semanas.

    Esta doença infelizmente pode deixar sequelas mesmo após a eliminação do agente. Por isso, a prevenção é muito importante. O uso frequente de produtos que previnam a infestação por carrapatos é um excelente aliado nesta batalha.

    Consulte seu veterinário para que ele possa auxiliá-lo na melhor escolha para o seu animal. Os locais preferidos pelos carrapatos no corpo do cão são: a  região das orelhas, nas patas, entre os dedos, próximo aos olhos, na nuca e no pescoço. Caso encontre um carrapato em seu cão, não o arranque e procure imediatamente o veterinário.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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