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    • 09 SET 14
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    Os gatos e as noites de cantoria na primavera (Matéria na Coluna da Dra. Fernanda do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Época).(Foto: SXC)

    Com a proximidade da primavera, muitos donos de gatos não castrados começam a se preocupar com o cio das gatas... e com as noites que estão por vir.


    Que os gatos têm suas particularidades, todo mundo já sabe, e não poderia ser diferente no quesito reprodução. Com a proximidade da primavera, muitos donos de gatos não castrados começam a se preocupar com as noites que estão por vir. A fase de reprodução está muito relacionada com a duração da iluminação, ou seja, com o aumento das horas de claridade durante o dia. O cio das gatas não tem período determinado. Em locais com clima definido como o temperado, os acasalamentos são mais frequentes na primavera.

    No Brasil existe uma grande variação, dependendo da região. No Norte e Nordeste, as gatas podem ciclar o ano todo, assim como as que vivem em apartamento, pois se a fêmea não é fecundada, ela pode começar um novo período de cio em seguida do outro. Na época da reprodução, as gatas emitem um som característico e de grande alcance, que lembra o choro de uma criança, para alertar os machos da vizinhança. Diferentemente da cadela, a gata não tem sangramento, e o dono percebe apenas a mudança de comportamento. Elas começam a miar mais e a esfregar-se no chão, nos móveis e nas pessoas. Ao perceber uma fêmea no cio, os machos se tornam inquietos, ariscos e agressivos. O cio é o período onde a fêmea aceita a cobertura do macho, ele ocorre pela primeira vez entre 5 e 11 meses de idade, na maioria das raças. Fora do cio a fêmea não aceita a corte do macho. Um ferormônio (substância de atração sexual) é eliminado junto a urina das gatas nessa fase para atrair os pretendentes.

    O cio pode durar de 4 a 7 dias, porém algumas gatas podem permanecer no cio por mais tempo. O intervalo entre cios pode ocorrer a cada 3 meses, ou durar toda a primavera e verão. Para evitar um aumento considerável da família de felinos, pois em uma única gestação a fêmea pode ter de 2 a 8 gatinhos e pode ter varias gestações em um ano, não permita que ela tenha contato com machos durante todo o cio, o que é bastante difícil. O uso de anticoncepcionais é totalmente contraindicado, devido aos inúmeros efeitos colaterais, que põe em risco a vida do animal. E como não existe menopausa nos pets, as gatas têm cio até o final da vida.

    Por isso a castração é a melhor opção para quem não quer que seu animal tenha crias e para evitar o incômodo do barulho que os gatos fazem durante o período fértil, para evitar a fuga e o desaparecimento de fêmeas e machos, além de prevenir doenças importantes como o câncer de mama e piometra nas gatas e câncer de próstata e testículo em gatos. Os benefícios são maiores se a castração ocorrer antes da puberdade. Animais castrados também são mais calmos e caseiros, comportamentos que auxiliam na prevenção de doenças infecciosas, como a aids felina e o vírus da leucemia felina, doenças graves que não têm cura e comprometem a imunidade do animal, reduzindo o tempo de vida. E o relacionamento com os vizinhos, principalmente com os que não compartilham de sua paixão pelos animais, desfruta de maior tolerância quando convivem com animais castrados.

    (Fernanda Fragata é veterinária formada pela Universidade de São Paulo, é diretora do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Escreve no site de ÉPOCA sobre saúde e comportamento animal às segundas-feiras)

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