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    • 07 JUN 17
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    Seu bicho não para de se lamber? Pode ser depressão (Matéria na Coluna do Dr. Mário Marcondes do Hospital Veterinário Sena Madureira na Revista Saúde).

    Nosso colunista explica o que significa a lambedura frequente, aponta outros sinais de que o animal anda angustiado e mostra como resolver o problema.


    Com o crescimento e a verticalização dos centros urbanos, doenças observadas nos seres humanos são cada vez mais detectadas também em seus animais de estimação. Isso porque algumas condições, como a obesidade e a depressão, podem ter correlação direta com hábitos pouco saudáveis e comuns nas grandes cidades. O sedentarismo é um deles.

    No caso dos pets, a troca do quintal da casa por um apartamento com espaço reduzido para brincar e se exercitar pode se tornar um problema. Passar o dia todo em um local de dimensões limitadas e sem estímulo à atividade física — somado ao tempo curto dos donos para lhes dedicar atenção — é um contexto determinante para que alguns bichos desenvolvam sinais depressivos. A depressão nos animais pode ser de difícil percepção uma vez que os sintomas são inespecíficos. Daí a importância de conhecer alguns comportamentos suspeitos e procurar o veterinário o mais rápido possível.

    No mundo animal, diminuição de apetite, perda de peso e apatia indicam que algo não está bem. Outra manifestação importante é a chamada dermatite por lambedura. Nessa situação, o animal tem um comportamento compulsivo e fica se lambendo frequentemente, principalmente na região das patas. A lambedura repetida pode causar lesões na pele. Muitas vezes, é o único sinal de depressão.

    Para se ter certeza de que o pet tem mesmo a doença, precisamos descartar, por meio de exames de sangue e imagem, outras possíveis causas para os sintomas identificados. Se o checkup apontar resultados normais e tivermos um histórico de problemas comportamentais — em uma situação de espaço reduzido e pouca atividade física, por exemplo — há indícios que levam ao diagnóstico de depressão.

    A boa notícia é que, assim como nos humanos, a doença tem tratamento. E ele consiste na mudança de hábitos com impacto positivo na qualidade de vida, como a prática de exercícios físicos. Essas atividades são importantes aliadas porque estimulam a liberação de endorfinas, hormônios por trás da sensação de bem-estar. Para os cães, deve-se estimular a caminhada em passeios diários de 30 a 40 minutos de duração, todos os dias. Para os gatos, vale utilizar aparatos que os instigam a se movimentar — é o caso de canetas com laser e brinquedos com a erva “cat nip”, atrativa aos bichanos.

    Quando exercícios e brincadeiras não surtem efeito completo na remissão do problema, podemos associar o tratamento a homeopatia ou remédios antidepressivos, com dosagem específica aos animais. Além disso, o tutor deve sempre dedicar parte do seu dia para fornecer atenção e carinho ao seu companheiro. Isso é essencial na superação de um momento difícil.

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