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    Um cão para o seu estilo!Foto: Istockphoto

    Muita gente escolhe seu cãozinho assim: olha o filhote, derrete-se de amores por ele e leva a fofurinha para casa. A probabilidade de se tornar o dono certo do cachorro errado (ou vice-versa) é enorme.


    As consequências do equívoco podem ser duradouras, caso a afeição ao bichinho se sobreponha ao desejo de doá-lo – os cachorros vivem, em média, quinze anos, sendo que os de pequeno porte podem alcançar duas décadas. A opção pela mascote deve levar em conta dois aspectos básicos: os hábitos domésticos e o perfil dos donos. De nada adianta ter um cachorrinho ativo e brincalhão se o seu negócio é sossego. Há ainda os tipos que querem atenção o tempo todo, aqueles que são muito dependentes de seus donos e até os que não gostam de crianças. Outros precisam de cuidados específicos: cachorros com bochechas compridas babam mais, e os de pelos longos requerem visitas frequentes a pet shops para a tosa. “O temperamento dos cães pode variar bastante, ainda, em animais da mesma raça”, explica Mário Marcondes, diretor do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Daí por que, antes de levar o filhote para casa, é bom conhecer o histórico dos pais. Se ele descende de animais agitados ou bravos, há grandes chances de vir a demonstrar as mesmas características. Com a ajuda de especialistas, VEJA elaborou este guia de sugestões de raças caninas, levando em conta o tipo de vida doméstica, o perfil do dono e o ambiente em que o animal viverá.

    Para famílias com crianças

    Raças: beagle, cocker spaniel, rhodesian ridgeback, border collie, golden retriever.
    Características: são brincalhões, pacientes e carinhosos – e tão ativos quanto as crianças. Cuidado com os beagles: eles são hiperativos e mais difíceis de ser adestrados
    Recomendação dos especialistas: é preciso educar a criança para que tenha cuidado nas brincadeiras com o animal. Puxar o rabo, as orelhas ou montar no cachorro pode provocar dor e levar a uma reação instintiva de agressão.

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    Chris Collins/Corbis/Latinstock

    Para quem quer companhia na corrida

    Raças: labrador, dobermann, pastor-alemão e galgo.
    Características: são cheios de energia, relativamente leves e de focinho longo, o que facilita a respiração. Os cães de focinho achatado, como o boxer, tendem a sentir falta de ar durante os exercícios ou no calor excessivo.
    Recomendação dos especialistas: mesmo habituados a atividades físicas, esses animais não devem correr sob sol forte – eles também podem ser vítimas de insolação. O ideal é fazer exercícios no início da manhã ou a partir do fim da tarde.

    Tim Davis/Corbis/Latinstock

    Tim Davis/Corbis/Latinstock

    Para conviver com outros animais de estimação

    Raças: whippet, labrador, sheepdog, boston terrier
    Características: são dóceis e bastante sociáveis. De forma geral, lidam bem com outros animais no mesmo espaço. Mas deve-se tomar cuidado com diferenças significativas de tamanho. O mais manso dos labradores pode machucar uma tartaruga enquanto brinca com ela
    Recomendação dos especialistas: é bom que os animais sejam acostumados à presença um do outro desde filhotes. Mesmo assim, no período de adaptação, não convém deixá-los no mesmo ambiente sem supervisão.

    Purestock /Getty Images

    Purestock /Getty Images

    Para espaços pequenos

    Raças: pug, lhasa apso, papillon, yorkshire e poodle toy.
    Características: embora todos os cães precisem de espaço, os de pequeno porte não necessitam de grandes áreas para correr, brincar e gastar energia. Com exceção do yorkshire e do poodle, que podem ser originários de linhagens mais agitadas, os cachorros dessas raças são bastante tranquilos.
    Recomendação dos especialistas: as fêmeas costumam ser ainda mais tranquilas. Ao contrário dos machos, elas não têm o instinto de marcar território, o que evita os incômodos xixis espalhados pelos cantos da casa.

    Stone/Getty Images
    Stone/Getty Images

    Para quem tem alergia a pelos

    Raças: maltês, bichon frisé, yorkshire, cão de crista chinês.
    Características: ao contrário do que se pensa, o que importa não é o comprimento do pelo, e sim a periodicidade com que ele é trocado. Apesar da pelagem curta, algumas raças, como pug e buldogue, são contraindicadas porque perdem muito pelo, particularmente no verão.
    Recomendação dos especialistas: banhos semanais e escovação diária evitam pelos soltos pela casa. O correto é passar a escova no sentindo contrário ao do crescimento.

    Gerard Brown/Getty Images

    Gerard Brown/Getty Images

    Para casas com jardins e áreas gramadas

    Raças: dobermann, rottweiler, weimaraner e boxer.
    Características: animais de pelagem curta, como eles, correm menor risco de ser infestados por parasitas comuns em espaços com vegetação, como carrapatos e pulgas. Há um porém: nos primeiros meses, esqueça a aparência do jardim. Os filhotes adoram cavar, esconder brinquedos e destruir plantas. Depois, aprendem a obedecer.
    Recomendação dos especialistas: para proteger os cães, os produtos para evitar parasitas devem ser aplicados rigorosamente a cada três semanas.

    Mixa/Getty Images

    Mixa/Getty Images

    Para não incomodar os vizinhos

    Raças: bichon frisé, basenji, whippet e buldogue francês.
    Características: tendem a ser mais calmos e latem pouco. “Apesar de produzirem um som parecido com um uivo, os basenjis não sabem latir”, diz o criador Rochester Oliveira. O odor forte, outro fator de incômodo, é menor entre esses cães.
    Recomendação dos especialistas: as fêmeas são, em geral, mais silenciosas do que os machos. Quando castradas, tornam-se ainda mais plácidas. “A castração também previne doenças como o câncer de mama e infecções uterinas”, diz a veterinária Keila Regina de Godoy.

    Robert Dowling/Getty Images

    Robert Dowling/Getty Images

    Para quem passa o dia fora

    Raças: buldogue, pug, akita, chow-chow, husky siberiano.
    Características: nenhum cachorro gosta de ficar sozinho, mas algumas raças lidam melhor com a solidão. Esses são mais independentes: passam horas sem exigir atenção, mesmo quando o dono está por perto – e adoram dormir.
    Recomendação dos especialistas: “Um treinamento adequado ajuda o animal a dominar a ansiedade relacionada à solidão”, diz o veterinário Mauro Lantzman. Outra dica é ter dois cachorros. Um fará companhia ao outro na ausência do dono.

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